sexta-feira, 29 de junho de 2007

Depilação


"Tenta sim. Vai ficar lindo."

Foi assim que decidi, por livre e espontânea pressão de amigas, me render à depilação na virilha. Falaram que eu ia me sentir dez quilos mais leve. Mas acho que pentelho não pesa tanto assim. Disseram que meu namorado ia amar, que eu nunca mais ia querer outra coisa. Eu imaginava que ia doer, porque elas ao menos me avisaram que isso aconteceria. Mas não esperava que por trás disso, e bota por trás nisso, havia toda uma indústria pornô-ginecológica-estética.

- Oi, queria marcar depilação com a Penélope.

- Vai depilar o quê?

- Virilha.

- Normal ou cavada?

Parei aí. Eu lá sabia o que seria uma virilha cavada. Mas já que era pra fazer, quis fazer direito.

- Cavada mesmo.

- Amanhã, às... Deixa eu ver...13h?

- Ok. Marcado.

Chegou o dia em que perderia dez quilos. Almocei coisas leves, porque sabia lá o que me esperava, coloquei roupas bonitas, assim, pra ficar chique. Escolhi uma calcinha apresentável. E lá fui. Assim que cheguei, Penélope estava esperando. Moça alta, mulata, bonitona. Oba, vou ficar que nem ela, legal. Pediu que eu a seguisse até o local onde o ritual seria realizado. Saímos da sala de espera e logo entrei num longo corredor. De um lado a parede e do outro, várias cortinas brancas.

Por trás delas ouvia gemidos, gritos, conversas. Uma mistura de Calígula com O Albergue. Já senti um frio na barriga ali mesmo, sem desabotoar nem um botão. Eis que chegamos ao nosso cantinho: uma maca, cercada de cortinas.

- Querida, pode deitar.

Tirei a calça e, timidamente, fiquei lá estirada de calcinha na maca.

Mas a Penélope mal olhou pra mim. Virou de costas e ficou de frente pra uma mesinha. Ali estavam os aparelhos de tortura. Vi coisas estranhas.

Uma panela, uma máquina de cortar cabelo, uma pinça. Meu Deus, era O Albergue mesmo. De repente ela vem com um barbante na mão. Fingi que era natural e sabia o que ela faria com aquilo, mas fiquei surpresa quando ela passou a cordinha pelas laterais da calcinha e a amarrou bem forte.

- Quer bem cavada?

- .É... é, isso.

Penélope então deixou a calcinha tampando apenas uma fina faixa da Abigail, nome carinhoso de meu órgão, esqueci de apresentar antes.

- Os pêlos estão altos demais. Vou cortar um pouco senão vai doer mais ainda.

- Ah, sim, claro.

Claro nada, não entendia porra nenhuma do que ela fazia. Mas confiei.

De repente, ela volta da mesinha de tortura com uma espátula melada de um líquido viscoso e quente (via pela fumaça).

- Pode abrir as pernas.

- Assim?

- Não, querida. Que nem borboleta, sabe? Dobra os joelhos e depois joga cada perna pra um lado.

- Arreganhada, né?

Ela riu. Que situação. E então, Pê passou a primeira camada de cera quente em minha virilha Virgem. Gostoso, quentinho, agradável. Até a hora de puxar.

Foi rápido e fatal. Achei que toda a pele de meu corpo tivesse saído, que apenas minha ossada havia sobrado na maca. Não tive coragem de olhar.
Achei que havia sangue jorrando até o teto. Até procurei minha bolsa com os olhos, já cogitando a possibilidade de ligar para o Samu. Tudo isso buscando me concentrar em minha expressão, para fingir que era tudo supernatural.

Penélope perguntou se estava tudo bem quando me notou roxa. Eu havia esquecido de respirar. Tinha medo de que doesse mais.

- Tudo ótimo. E você?

Ela riu de novo como quem pensa "que garota estranha". Mas deve ter aprendido a ser simpática para manter clientes.

O processo medieval continuou. A cada puxada eu tinha vontade de espancar Penélope. Lembrava de minhas amigas recomendando a depilação e imaginava que era tudo uma grande sacanagem, só pra me fazer sofrer. Todas recomendam a todos porque se cansam de sofrer sozinhas.

- Quer que tire dos lábios?

- Não, eu quero só virilha, bigode não.

- Não, querida, os lábios dela aqui ó.

Não, não, pára tudo. Depilar os tais grandes lábios ? Putz, que idéia. Mas topei. Quem está na maca tem que se fuder mesmo.

- Ah, arranca aí. Faz isso valer a pena, por favor.

Não bastasse minha condição, a depiladora do lado invade o cafofinho de Penélope e dá uma conferida na Abigail.

- Olha, tá ficando linda essa depilação.

- Menina, mas tá cheio de encravado aqui. Olha de perto.

Se tivesse sobrado algum pentelhinho, ele teria balançado com a respiração das duas. Estavam bem perto dali. Cerrei os olhos e pedi que fosse um pesadelo. "Me leva daqui, Deus, me teletransporta". Só voltei à terra quando entre uns blábláblás ouvi a palavra pinça.

- Vou dar uma pinçada aqui porque ficaram um pelinhos, tá?

- Pode pinçar, tá tudo dormente mesmo, tô sentindo nada.

Estava enganada. Senti cada picadinha daquela pinça filha da mãe arrancar cabelinhos resistentes da pele já dolorida. E quis matá-la. Mas mal sabia que o motivo para isso ainda estava por vir.

- Vamos ficar de lado agora?

- Hein?

- Deitar de lado pra fazer a parte cavada.

Pior não podia ficar. Obedeci à Penélope. Deitei de ladinho e fiquei esperando novas ordens.

- Segura sua bunda aqui?

- Hein?

- Essa banda aqui de cima, puxa ela pra afastar da outra banda.

Tive vontade de chorar. Eu não podia ver o que Pê via. Mas ela estava de cara para ele, o olho que nada vê. Quantos haviam visto, à luz do dia, aquela cena? Nem minha ginecologista. Quis chorar, gritar, peidar na cara dela, como se pudesse envenená-la. Fiquei pensando nela acordando à noite com um pesadelo. O marido perguntaria:

- Tudo bem, Pê?

- Sim... sonhei de novo com o cu de uma cliente.

Mas de repente fui novamente trazida para a realidade. Senti o aconchego falso da cera quente besuntando meu Twin Peaks. Não sabia se ficava com mais medo da puxada ou com vergonha da situação. Sei que ela deve ver mil cus por dia. Aliás, isso até alivia minha situação. Por que ela lembraria justamente do meu entre tantos?

E aí me veio o pensamento: peraí, mas tem cabelo lá?

Fui impedida de desfiar o questionamento. Pê puxou a cera. Achei que a bunda tivesse ido toda embora. Num puxão só, Pê arrancou qualquer coisa que tivesse ali. Com certeza não havia nem uma preguinha pra contar a história mais. Mordia o travesseiro e grunhia ao mesmo tempo. Sons guturais, xingamentos, preces, tudo junto.

- Vira agora do outro lado.

Porra.. por que não arrancou tudo de uma vez? Virei e segurei novamente a bandinha. E então, piora. A broaca da salinha do lado novamente abre a cortina.

- Penélope, empresta um chumaço de algodão?

Apenas uma lágrima solitária escorreu de meus olhos. Era dor demais, vergonha demais. Aquilo não fazia sentido. Estava me depilando pra quem?
Ninguém ia ver o tobinha tão de perto daquele jeito. Só mesmo Penélope.

E agora a vizinha inconveniente.

- Terminamos. Pode virar que vou passar maquininha.

- Máquina de quê?!

- Pra deixar ela com o pêlo baixinho, que nem campo de futebol.

- Dói?

- Dói nada.

- Tá, passa essa merda...

- Baixa a calcinha, por favor.

Foram dois segundos de choque extremo. Baixe a calcinha, como alguém fala isso sem antes pegar no peitinho? Mas o choque foi substituído por uma total redenção. Ela viu tudo, da perereca ao cu. O que seria baixar a calcinha? E essa parte não doeu mesmo, foi até bem agradável.

- Prontinha. Posso passar um talco?

- Pode, vai lá, deixa a bicha grisalha.

- Tá linda! Pode namorar muito agora.

Namorar...namorar... eu estava com sede de vingança. Admito que o resultado é bonito, lisinho, sedoso. Mas doía e incomodava demais.

Queria matar minhas amigas. Queria virar feminista, morrer peluda, protestar contra isso. Queria fazer passeatas, criar uma lei antidepilação cavada.


  • Me lembrei desse texto ontem enquanto me depilava... ê tortura gente!

quinta-feira, 28 de junho de 2007

E eu ruim do rim!

Desde ontem estou padecendo de uma dorzinha enjoada no rim esquerdo.
Isso porque ultimamente tenho bebido pouca água. É tanto trabalho que acabo me esquecendo de algo importantíssimo, sem contar que outro dia nos deixaram trancadas a tarde toda na Secretaria, num calor miserável e, ainda por cima, sem uma gota d'água! Me senti uma 'camela' em pleno deserto sem beber água há um mês. Bando de FDP sem coração!
Agora, aqui estou, me entupindo de chás e pedindo a Deus para essa dor não aumentar e virar uma cólica renal. Tenho horror a hospital! E mais horror ainda a dor.
Fiz até promessa de andar com uma garrafinha de água embaixo do braço para não ter mais que passar por uma situação dessas!
  • Então, esperei namorado dar as caras e ele nem aí. Aí, não aguentei, engoli meu orgulho e liguei. Pasmem: ele estava esperando eu ligar! Aff! Que nervoso!
Disse que quer me ver, mas eu devo dizer onde e quando.
Bem, decidimos nos ver hoje à noite, numa lanchonete. E aí, teremos uma conversinha para que esses sumiços não se repitam!
  • Caramba! Tô atrasada! Tenho salão agora!
E depois do salão, vou beijar 'mooooooooooitooooo'!!!!
hehehehe
Beijus!!!

terça-feira, 26 de junho de 2007

Aff!!!

Eita que namorado resolveu sumir de novo!
Sei não, isso não está me cheirando bem!
Se bobear, rua!


Que raiva!

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Namoro ou Amizade?

É NAMORO! hohoho
  • Sim, sim! Estou namorando novamente!
Esse fim de semana foi decisivo. Depois de 4 dias de sumiço, o quase namorado, que agora é namorado, resolveu dar as caras literalmente. Fomos a uma festa juntos tendo por companhia um primo dele e duas amigas minhas, hehehe. Finalmente fiz alguém ser 'vela' para mim. YES!!!
Esse cargo sempre sobrou para a minha pessoa. Eu já estava injuriada com essa situação, mas havia me conformado. E ontem tive a chance de virar o jogo! hauahuahauhaua
As meninas aprovaram minha escolha.
Bem, tenho que admitir: cuspi tanto pra cima que agora o cuspe voltou e se estatelou na minha testa com gosto!
Sempre disse os loiros não me atraíam. Então né... o namorado é loiro... hehehe... quase ruivo.
Fazer o que né! rs
  • Quando vou apresentar à família?
Ah, sei lá!
Estamos começando agora, precisamos de um tempo para ver se dará certo para depois partir às apresentações.
Mesmo porque eu teria que explicar a ele sobre o problema do meu pai... e eu não tenho pretensão de fazer isso para qualquer um. Sem contar que não tem coisa mais chata que apresentar o 'namorado' numa semana e, na semana seguinte, dizer que terminamos tudo.
Não, gente, não estou começando já pensando em término. É apenas uma hipótese.
E também não estou namorando pensando em casamento, tá muito cedo para isso.
Só quero aproveitar o momento, beijar na boca e ser feliz. Por enquanto ele tem se revelado uma ótima companhia. Então, dane-se o resto e bora viver o presente!
  • hehehe, perceberam como o dia está lindo hoje!? rs

sábado, 23 de junho de 2007

Ê poeirão!

Post em tópicos porque a p**** do blogspot não está aceitando os espaços entre um parágrafo e outro!
  • Ainda me perguntam por que não gosto do período de seca. Além do calor absurdo, é um poeirão de fazer medo!
Casa limpa? Só por pouquíssimos minutos!
Isso tudo porque a cidade não é 100% asfaltada. E nesse período eu sinto vontade de ter poderes paranormais e, assim, fazer com que todos os carros estraguem! Seria menos poeira!
Nossos pulmões, pele e cabelos agradeceriam!
Quem é que gosta de ver o caldo marrom no fim do banho? Eu detesto!
O problema se agravará quando começarem as queimadas. Jesus! Respirar torna-se quase impossível!
Quero chuvas de novo!
  • Final de semana com saldo positivo. (Obrigada Jesus!)
Sem choro, sem lamentações. Tudo de bom!
Só o 'quase namoro' de quase uma semana que anda de vagar quase parando.
O 'Quase namorado' não dá notícias desde terça-feira. Não sei se está sem créditos ou se anda muito ocupado. Só sei que não vou ficar me arrastando, correndo atrás para saber o que está havendo. O procurei na quinta-feira, mas não obtive sucesso. Então, é melhor ficar na minha mesmo. Quando sentir saudades ele aparece, hohoho. E tomara que ele tenha ótimos argumentos para esse sumiço, ou então colocarei um fim nesse 'quase namoro'! (Cruel!!! rs)
E eu pensando que ia passar o fim de semana acompanhada e tals...
Já que ele não aparece, decidi aceitar o convite, de minhas amigas, para assistir a um concurso de quadrilhas num clube muito bonito que tem na cidade.
Lá vou eu desfilar meu vestidinho verde (até sonhei com isso, hehehe), tomar quentão e dar muitas risadas. Ê vidão!!!
  • Ontem, Aline e eu retomamos os estudos. Quase desistimos porque agora temos interesses diferentes. Ela almeja os concursos de São Paulo, e eu os daqui mesmo. No máximo os de Mato Grosso.
Mas o fato de não ter, por enquanto, nenhum concurso em vista, nos fez render mais do que quando estavamos estudando para o concurso do MAPA. Em uma hora estudamos um capítulo inteiro e ainda fizemos exercícios! Das 16 questões acertamos 12! E vamos que vamos!
A animação voltou com gosto de gás! hehehe
  • Bem, agora vou ali fazer uma hidratação nos cabelos para ver se os bichinhos sofrem menos com essa seca. Mas tarde vou estudar mais um pouco e à noite é só festa!!!
Bom fim de semana para nós!!!

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Tempo... o melhor remédio!

Sabe, não tenho sido EU mesma nesse blog. Estive refletindo e percebi que tenho levado muito em conta o que os outros dizem. Ora! Se sou assim ou assado, isso só diz respeito a mim. As pessoas devem gostar de mim pelo que sou e não pelo que elas imaginam que eu deva ser!
Estou sim vivendo um momento de 'luto'. Me dei mal no amor, é mais que natural que eu esteja um tantinho deprimida e quieta. E isso não significa que ficarei o resto da vida assim. Tenho força de vontade e estou lutando para me reerguer.
Também tenho problemas de família. Não são probleminhas corriqueiros. É algo que tem deixado reflexos, incompreensível aos olhos de muitos, em minha vida. Quem convive ou conviveu com um alcoólico, sabe bem do que estou falando.
Sim, há um alcoólico em minha casa. Estamos sofrendo com isso há anos, e esse ano decidimos procurar ajuda profissional, porque tanto ele quanto todos nós da família já não suportamos mais esta situação.
Não me sinto preparada, agora, para entrar em detalhes sobre o assunto.
Apenas sei que não dá para fingir que meu mundo é cor de rosa. Não dá para negar as lágrimas que derramei e derramo toda semana.
Mas também não dá para ignorar que a vida segue, mesmo que estejamos quebrados, como diz uma famosa frase, o mundo não pára para que possamos nos consertar.
E é aí que entra uma nova fase (penso eu).
Acho que estou prestes a namorar novamente. Alguém diferente, daqui mesmo.
Por enquanto, estamos nos conhecendo. Se valer a pena...
Estou tentando dar uma chance a mim mesma.
Chega de viver de acordo com o que alguém dita.
Seja o que Deus quiser!!!

domingo, 17 de junho de 2007

Xô baixo astral!

Há dois dias estou tentando postar alguma coisa aqui no blog, só que quando entro aqui as idéias somem, bate uma preguiça danada e acabei desistindo.
Mas hoje quis fazer diferente, nem que sejam abobrinhas, hoje eu postarei algo!
Acordei desanimada. Tive um sonho que me fez ficar com o coração apertado e cheio de saudades. Sonhei que encontrava 'ele', meu grande amor. Estava numa espécie de feira e o encontrava por acaso entre araras de roupas e muitas flores, em sua maioria rosas vermelhas. 'Ele' vinha todo saudoso me perguntar se eu havia esquecido os momentos que vivemos juntos, se eu não sentia saudades dele... eu respondi que sim, sentia muita falta, mas que ele já não me pertencia. No sonho vi um papel escrito o nome 'dele' e ao lado o da esposa e uma foto dela. 'Ele' não é casado na vida real, porém no meu sonho ele já tinha alguém e dizia que me amava e queria ficar comigo.
Acordei sentindo tanta saudade 'dele'...
Agora estou aqui, ponderando as coisas. Não posso sentir saudades de alguém que me ignora, que parece nem se lembrar de minha existência. Alguém que nada fez para cultivar o amor que sempre nutri por ele. Pelo contrário, nunca teve dó nem piedade do meu pobre coração. Usou e abusou, e ainda por cima saiu se sentindo ileso e sem culpas.
Ah! Que vá às favas!
Não vou ficar aqui nutrindo saudades por senhor ninguém!
Minha alto estima e amor próprio devem sempre vir em primeiro lugar!
Chega de lamentação! A vida é muito linda, tenho tanta coisa boa para viver e conhecer.
Viva a vida! E dane-se quem não dá valor a ela!!!

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Don't leave home

Dido


like a ghost don't need a key
your best friend I've come to be
please don't think of getting up for me
you don't even need to speak
when I've been here for just one day
you'll already miss me when I go away
so close the blinds and shut the door
you won't need other friends anymore


oh don't leave home, oh don't leave home
and if you're cold, I'll keep you warm
if you're low , just hold on
'cauz I will be your safety
oh don't leave home


I arrived when you were weak
I'll make you weaker, like a child
now all your love you give to me
when your heart is all I need


oh don't leave home, oh don't leave home
and if you're cold, I'll keep you warm
if you're low , just hold on
'cauz I will be your safety
oh don't leave home


oh how quiet, quiet the world can be
when it's just you and little me
everything is clear, everything is new
so you won't be leaving will you


and if you're cold, I'll keep you warm
if you're low , just hold
'cauz I will be your safety
and I will be your safety
and I will be your safety
oh don't leave home



Ps1: To feliz demais hoje!!! Motivo? Nenhum que seja importante...
Ps2: Se a letra estiver errada, perdoe-me. Ando numa correria louca e postei com pressa! hehehe

Beijus

terça-feira, 12 de junho de 2007

Então, foi o dia... com surpresas!

Segunda à noite, como sempre faço, troquei mensagens com meu fã. Mais uma vez ele me pediu em namoro, e mais uma vez eu ri da situação. Ele reclamou que queria passar o dia dos namorados namorando, mas que eu não dava moral a ele e tals. Então, sugeri, brincando, que poderíamos ser namorados por 30 horas! Assim, nenhum de nós sentiríamos tanto a solidão.

O que eu não falei aqui, é que ele e eu nunca nos encontramos!

Moramos na mesma cidade, ele sabe quem eu sou, mas eu não o vi ainda. Ele já namorou uma colega minha, conversamos há quase um ano e eu nunca dei chance de aproximação.

Mas depois de nossa conversa, algo mexeu comigo. A insistência dele em me ver somada a minha carência, estão quase me convencendo a encontra-lo.
Será que cuspi para o alto? Porque até poucos dias dizia às amigas que eu não me encontraria com ele de forma alguma, afinal ainda não esqueci o outro e estou magoada. Só que estou sendo traída pela minha carência que anda nas nuvens!
Ontem à noite, depois de trocar inúmeras mensagens, me rendi. Topei encontra-lo ainda essa semana. Ai meu Deus, será que pirei?
Se sim, ah dane-se!
To precisando mesmo de emoção, hehehe.
Antes de encerrar, quero deixar aqui registrado que eu sobrevivi maravilhosamente bem e linda ao dia dos namorados! Meu humor se manteve nas alturas e não me senti tão só! Aleluia! Isso é um excelente sinal! Como minha amiga havia dito, foi um dia comum como qualquer outro.
Isso será sinal de maturidade?
Opa! Tomara!!! hehehe
Inté mais!!!

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Está chegando o dia deprimente...

Então, amanhã é dia dos namorados... mais um em que passarei sozinha. Tudo bem, pelo menos nos meses que antecederam essa tal data eu fui, por pouco tempo, muito feliz. Não posso negar.
Até o fim de semana eu odiava o dia dos namorados e seus derivados (entenda-se por derivados: os casais apaixonados, o clima de romantismo, o amor e a felicidade).
Mas hoje uma amiga me fez pensar que o dia dos namorados é um dia como outro qualquer. E é dessa forma que eu pretendo passar o dia de amanhã, pensando que é um dia comum.
Apesar de ainda não ter descartado a brilhante idéia de passar o dia 12 dormindo! hohoho
Uma pena que é durante a semana, se não eu colocaria em prática!
Antes que alguém me taxe de mal amada e amarga vou explicando. A dor da decepção ainda existe, porém sinto uma vontade danada de dar a volta por cima e ser feliz. Não vou ficar o tempo todo me lamentando. Há tanta coisa bonita nessa vida, tantos planos e sonhos que pretendo pôr em prática, independente de estar sozinha ou não. Com o tempo as coisas se ajeitam, eu sei. Se sou uma panela sem tampa, isso só o tempo dirá. Se não, mesmo que eu diga que morrerei solteira, o destino dará um jeito de me fazer encontrar a minha outra metade.
Enquanto isso, vou fazer as coisas que sempre quis e que adiei 'achando' que engataria num romance e me tornaria esposa! (doce ilusão!)
Decidi voltar para o meu curso de inglês, continuarei estudando para os concursos e aguardarei a decisão do 'povo graúdo' sobre a implantação da UAB (Universidade Aberta do Brasil), porque já estou inscrita para o curso de Ciências Biológicas! Não é o bacharelado que tanto sonhei, mas me contento com a licenciatura mesmo, hehehe.
Quem sabe nessa distração eu acabe encontrando alguém!?
Tenho um fã que me alimenta o ego todos os dias, mas não me sinto pronta (ainda) para me envolver com alguém. Já fiz a besteira de namorar outro para esquecer alguém e, no final, acabei por magoar o namorado e a mim mesma. Aff!!! Pretendo não repetir isso.
É claro que terei meus dias de tristeza, mas sou forte e reagirei! Se Deus quiser!

domingo, 10 de junho de 2007

Cuiabá e outras cositas...

Eu estava muitíssimo animada com a possibilidade de sair do estado e tals.
Mas aí, mais uma nuvem, contendo 'chuva ácida' (leia-se decepção), atingiu-me.
Como dói descobrir que o homem, que julguei ser o da minha vida, está apaixonado por outra e decidiu me nomear sua 'amiga'.
Deus do céu! Fiquei sem chão! Chorei, lamentei, fiz comparações entre eu e ela, ponderei que ela é bonita, não a conheço pessoalmente, portanto não posso julgar quanto ao seu caráter, é quase dez anos mais jovem... enfim, mergulhei em todas as hipóteses que qualquer mulher normal e apaixonada faz quando descobre que foi 'trocada'.
Tudo isso às vésperas de minha partida para Cuiabá. Então, acabei desanimada e sem vontade de nada. As pessoas olhavam para mim e não entendiam a minha falta de animação, já que estava prestes a embarcar. Mas só Deus sabia como meu coração estava! Mesmo assim, enfrentei meu desânimo e viajei.
Pobre Aline! Tão feliz com a viajem, e tendo como companhia uma amiga emburrada e prestes a derramar rios de lágrimas.
À noite, dentro do ônibus, foi até tranqüila. Cheguei a sonhar que 'ele' estava na poltrona ao lado me admirando... ai, ai... era sonho! Acordei com uma bruta dor no pescoço!
Chegamos em Cuiabá logo depois do almoço. Liguei para minha mãe que perguntou o por que da demora em chegar ao destino e eu, apática, respondi: 'Não sei, mãe, nem percebi...'
Seguimos até o hotel, nos instalamos e decidimos fazer um 'reconhecimento' de área. Descobrimos onde ficava o colégio do concurso e saímos a caça de um shopping! Já que moramos numa cidade de interior, então shopping somente em viagens a cidades grandes!
Sapeamos bastante por lá, encontramos um McDonald's e fomos lanchar. Voltamos já à noitinha, mortas de cansaço! Banho e cama! Isso, mais ou menos, às 19:00h. Acordei duas horas depois apavorada, atormentada, com a imagem 'dele' feliz da vida ao lado 'dela'. Chorei feito criança, fiz drama, imaginei que minha vida havia acabado, me imaginei doida varrida enquanto 'ele' me observava com cara de arrependimento e piedade... aff que sofrimento! Resultado: dormi mal a beça e acordei completamente mal humorada, indisposta e com vontade de matar um!
Fui salva pela minha 'anja da guarda', cujo nome é Aline, que tudo fez para que meu astral melhorasse.
Depois do café (que só ela tomou porque eu estava deprimida demais para comer), saímos para conhecer outros lugares. Encontramos igrejas antigas, o museu do estado do Mato Grosso, a Biblioteca Estadual e uma praça linda! Minha tristeza foi diminuindo. Voltamos ao hotel e depois almoço num restaurante muito bom, próximo a escola da prova.
A prova foi uma verdadeira piada!
Não podiamos sentar lado a lado, fizeram nos sentar bem distantes um do outro para não haver risco de cola. E aí veio a surpresa: é proibido levar o caderno de questões ou anotar nossas respostas para conferência de gabarito!
Eita! Foi um brigueiro só! Onde já se viu isso! Como não podemos anotar nossas questões? E a conferência de gabarito, como fica?
Pensamos na hora: isso é treta!
Enfim, não me dediquei, apertei a teclinha foda-se, respondi de qualquer jeito mesmo. Tudo o que eu queria era me ver livre daquele lugar e poder bater perna a vontade pelas ruas de Cuiabá.
E foi o que Aline e eu fizemos! Mas como era domingo, fomos direto ao shopping estourar nossos cartões, hohoho. Exagero meu! Ri muito com os micos de Aline, mesmo prometendo não publicá-los aqui no blog, e à noite já me sentia bem mais leve e, de certa forma, feliz. Consegui, mesmo que por pouco tempo, esquecer meu 'fracasso' no amor. É claro que isso é algo que fica marcado por muito tempo. Tive uma noite de sono tranqüila.
Na segunda-feira, decidimos vasculhar o centro. E lá fomos nós!
Mais igrejas, museu, praças, lojas, roupas, centro histórico, lojas de novo, almoço na praça em frente a prefeitura, lojas mais uma vez e um sorvetinho básico (hummmmmmm!), centro histórico novamente, loja de livros, antes de voltar ao hotel para prepar nossa volta a realidade rondoniense!
Falando em sorvete, me apaixonei pelo sorvete de lá! Sabores diferentes, encantador! O sorvete de Bocaiúva (ou Macaúba, como muita gente conhece) é divino! Sem falar no de abóbora com coco! Bom demais da conta!
Enquanto fechava as malas, pensava na minha dor. Na realidade que me esperava, no 'luto' a ser sofrido, nos degrais a serem vencidos. E fui invadida por uma sensação de impotência muito grande. Qual é o problema comigo?
Era a pergunta que me fiz o tempo todo.
Pensar em voltar a minha rotina me fez sofrer um pouco mais. Queria ficar por lá mesmo, pelo menos os homens me notavam na rua, hohoho, e eu tinha a ilusão de que tudo estava bem.
Acho que estou me fechando novamente. Talvez seja um sentimento passageiro, mas o fato é que não sinto vontade de ir a 'caça'. É tudo muito recente, então só me resta dar tempo ao tempo.
Pensando bem, a viagem foi muito produtiva na questão cultural e divertimento! É claro que aconteceram muito mais coisas, mas como demorei muito a postar acabei sofrendo um 'rosa', hehehe.
Além da preguiça que me invadiu, o blogspot não estava ajudando muito.
Assim que tiver mais idéias, volto a postar.
Bye!!!